Custo de oportunidade é um conceito bastante utilizado no setor financeiro, especialmente para quem está procurando por investimentos e deseja optar pela melhor rentabilidade. No entanto, pensar no custo de oportunidade é uma forma bastante eficiente de fazer escolhas diárias para a empresa – das maiores até as menores.   

Pensando nisso, preparamos esse miniguia explicando o que é o custo de oportunidade e quais as duas principais formas de medi-lo. Entenda! 

Definição de custo de oportunidade 

Custo de oportunidade é um conceito econômico e pode ser compreendido da seguinte forma: benefícios perdidos quando se escolhe uma opção em detrimento a outra.  

Ou seja: diante dos itens A, B e C, quais oportunidades foram perdidas em B e C, quando você escolheu A? É esse o raciocínio do conceito.  

Segundo o artigo científico Custo de Oportunidade: Conceitos e Contabilização, que reúne uma série de autores acadêmicos sobre o assunto, o custo de oportunidade pode ser resumido da seguinte forma: a decisão por uma alternativa que, ao ser tomada, acarreta no abandono das outras alternativas – e consequentemente, de seus benefícios.  

Aplicado na gestão empresarial, portanto, o custo de oportunidade é o custo das renúncias diante das escolhas – e mensurar esse custo pode ajudar a sua empresa a tomar decisões melhores.  

Como medir o custo de oportunidade 

custo de oportunidade pode ser mensurado de diversas maneiras, que vão depender de cada situação de escolha. Algumas são mais subjetivas e outras mais claras. Destacamos as principais métricas sólidas. 

1. Pelos juros 

Diante de escolhas financeiras, como investimentos ou financiamentos, o principal indicador para medir o custo de oportunidade são os juros. Entre eles, destacam-se a taxa Selic e a taxa interbancária – o CDI, que são as métricas mais utilizadas. 

Nesse sentido, a dica é avaliar as opções diante dos juros. Para investimento, quais serão os juros que trazem mais retorno financeiro à empresa? Para financiamento, que opções serão menos custosas?  

custo de oportunidade é mensurado nessa circunstância para que o decisor possa compreender do que estará abrindo mão ao deixar de escolher determinadas opções. E essa renúncia sempre deve ser menos vantajosa do que a escolha efetiva.  

Por exemplo 

Suponhamos que a sua empresa resolva fazer um fundo, guardar algum dinheiro. No entanto, não meramente poupar, a ideia é ter retorno. Nesse sentido, quais as opções mais rentáveis? Poupança, CDB, fundos de investimento? Para entender o custo de oportunidade dessa escolha, usam-se os juros. Inclusive, o próprio Banco Central disponibiliza uma calculadora para a simulação.  

Ao compreender o que se perde com a renúncia de uma alternativa, tem-se também o que se ganha com a escolha de outra. Pensar no custo de oportunidade é uma forma de visualizar o melhor caminho.  

2. Pela depreciação e outros fatores 

Outra situação na qual as empresas utilizam o conceito do custo de oportunidade para tomar decisão é diante da aquisição de bens. Aqui, entram dois aspectos importantes a mensurar:  o valor da depreciação e o uso do capital.   

Numa empresa que precisa de veículos para operar, por exemplo, existem duas opções: frota própria ou terceirizada. Nessa situação, cabe ao gestor medir os benefícios de cada uma das opções e entender o custo de oportunidade – ou seja, o que vai perder ao deixar de fazer uma escolha e o que ganhará com a opção escolhida.  

A depreciação de veículos próprios e o comprometimento do capital acabam se transformando em métricas para o cálculo.  

Por exemplo 

Na opção de frota própria, há o gasto com a compra do veículo, seguro, e a perda de efetivo em caso de manutenção e depreciação. Na opção de frota terceirizada há o valor do contrato, mas não há perda de dinheiro por causa de depreciação do carro. E na maioria dos casos, seguro e carro reserva já podem ser inclusos no pacote com o fornecedor – como na Localiza Gestão de Frotas​.   

Além disso, com a frota própria, é preciso desembolsar uma grande quantia de dinheiro para a compra de carros à vista, ou comprometer linhas de crédito na compra de carros financiados. Consequentemente, o dinheiro deixa de ser investido no negócio para dar conta de pagar a frota.  

Em contrapartida, com a frota terceirizada, você não precisa descapitalizar, comprometer o caixa ou diminuir crédito – e pode investir no que realmente interessa para a companhia.  ​
Diante dessas duas escolhas, cabe ao gestor de frotas entender o custo de oportunidade de cada caminho e decidir pelo qual se perde menos.