​​Desmobilização de frota é uma estratégia fundamental para garantir produtividade, eficiência e economia de uma empresa que possui frota de veículos. E por ser um processo ligado ao conceito de logística reversa, também se torna parte da responsabilidade compartilhada que existe entre os agentes de uma cadeia de consumo – nesse caso, fabricantes automobilísticos, e seus clientes.

Portanto, pensar na desmobilização de frota é pensar além do negócio. É considerar o papel da empresa enquanto parte da sociedade, também. 

Por isso, preparamos este artigo com os principais pontos que você precisa saber sobre como fazer uma desmobilização de frota eficiente, sua ligação com a logística reversa e como tornar tudo isso mais simples.

 

Desmobilização de frota: o que é?

A desmobilização de frota é o destino que se dá a um veículo quando ele deixa de cumprir seu objetivo dentro da empresa.

Por exemplo: quando um determinado modelo se torna ineficiente para a rotina de trabalho ou quando a companhia decide modernizar suas operações e precisa de carros novos para isso, os veículos em questão precisam de uma tratativa. Aqui entra a desmobilização que, em outras palavras, significa a solução sobre o fazer com esses carros que deixaram de servir para o negócio. 

Inclusive, alguns especialistas são até mais precisos na definição de desmobilização de frota. Ela pode ser conceituada como o procedimento de liberação dos veículos para que sejam comercializados – como explicam os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas, Wilson Catalano Filho, Claudemir Gimenez e Ana Maria Gimenez, em artigo para o periódico científico Revista La Salle Estrela.

 

Desmobilização de frota: como funciona?

O processo de desmobilização de frota costuma ser complexo. Inicialmente, é essencial que a empresa realize um estudo sobre sua frota, identificando os seguintes aspectos de cada automóvel e do cenário geral da companhia:

• Consumo de combustível por litro;

• Custos com manutenção preventiva;

• Custos com manutenção corretiva;

• Estado de conservação;

• Quilometragem;

• Rotas adotadas para deslocamento;

• Objetivos estratégicos da empresa;

• Objetivos operacionais da empresa.

A análise desses dados permite que o gestor de frotas entenda se os carros são eficientes para o dia a dia de trabalho de equipe, se não geram gastos desnecessários e se irão acompanhar as metas da companhia. Caso contrário, pode ser a hora de se desfazer dos ativos.

E se o levantamento aponta que determinados veículos precisam ser substituídos, a desmobilização de frota começa, de fato.

Então, os modelos identificados como ineficientes para a operação passam por uma nova análise. Essa tem por objetivo detectar as condições do automóvel e dar a ele o destino adequado. Veja alguns exemplos do que fazer com os carros:

Revenda para o consumidor final: um carro que não é mais eficiente para rotas corporativas, pode ainda ser plenamente eficaz para o dia a dia de uma pessoa física.

Revenda de partes: quando um veículo já não está mais em totais condições para ser utilizado como um todo, mas possui partes de qualidade em pleno funcionamento.

Leilão de automóveis sinistrados: isso pode acontecer com carros acidentados e liberados pela seguradora para tal fim.

Por fim, é importante ressaltar que o conceito de desmobilização de frota tem ligação com a logística reversa.

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Logística reversa na desmobilização de frotas: entenda por que é importante

Resumidamente, logística reversa é o caminho inverso da logística tradicional, onde o produto utilizado pelo consumidor volta para a empresa – como explicam os especialistas Carvalho e Miguez, no estudo de caso Indústria do Samba e Logística Reversa.

Inclusive, a logística reversa é uma responsabilidade compartilhada tão importante para o meio ambiente e sociedade, que entra como um instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por isso, alguns setores empresariais são obrigados a desenvolver um sistema de logística reversa.

De acordo com artigo do Senado Federal, os seguintes itens precisam voltar para seus fabricantes, que posteriormente devem dar um destino a tais resíduos:

• pilhas e baterias:

• lâmpadas fluorescentes;

• produtos eletrônicos e seus componentes;

• agrotóxicos e suas embalagens;

• óleos lubrificantes e suas embalagens,

• pneus.

E como vimos, a logística reversa é uma responsabilidade compartilhada. Nesse sentido, consumidores também fazem parte de todo o processo – afinal, cabe ao consumidor o descarte de peças dessa natureza nos pontos de coleta adequados.

Nesse contexto, entra a responsabilidade social das empresas que utilizam veículos.

Quando o papel que o carro cumpria dentro da companhia se encerra, ela precisa pensar em como dar o destino adequado a ele. Afinal, um dia, seus componentes precisarão voltar para os fabricantes.

A desmobilização de frota, portanto, vai além de uma estratégia de negócio. Ela também colabora para que a empresa participe do ecossistema de logística reversa do setor automobilístico.

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Desmobilização de frota e logística reversa: como tornar tudo mais simples para a empresa?

Para tornar a tarefa de desmobilização de frota muito mais simples, várias empresas escolhem a terceirização de frotas. Nesse caso, a empresa cuida do destino dos automóveis ao final do contrato, tirando do cliente a responsabilidade de repasse dos carros que já não servem mais para o negócio.

Na Localiza Gestão de Frotas, por exemplo, os clientes recebem os veículos novos prontos para o trabalho. No fim do contrato, a Localiza recolhe os carros antigos, entregando novos modelos adequados para as novas necessidades da empresa.

Ou seja: a empresa não precisa se preocupar com a desmobilização de frota e nem com a logística reversa. Assim, pode focar no que realmente importa para o negócio e, ao mesmo tempo, cumprir com suas obrigações no que diz respeito à sustentabilidade.

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